O
prefeito do Rio, Eduardo Paes, afirmou que a prefeitura vai manter a política
de internação compulsória de moradores de rua a despeito da ação movida nesta
semana pelo Ministério Público do Rio de Janeiro que pede a cassação de seu
mandato por abusos na remoção dos sem teto. 'Vamos
continuar com a internação', afirmou. 'Mesmo coma ação do Ministério Público, é
óbvio'. O prefeito disse ainda não ter
sido notificado, mas afirmou que vai recorrer contra da ação. 'Eu respeito a opinião, eu sou um
democrata, mas eu sou a favor da internação compulsória e eles são contra', afirmou Paes sobre a ação
do MP. (www.g1.com)
Não bastou, para o prefeito do Rio de janeiro, a denúncia do
Ministério Público, nem todos os atos de repúdio dos conselhos de Serviço
Social e Psicologia contra a internação compulsória para que ele considere
para-la, a busca por uma cidade limpa para as olimpíadas e Copa do Mundo vão
além dos direitos garantidos, pela sociedade, na constituição.
Internação compulsória para ser legítima precisa que tenha
um mandato judicial, o que é diferente do que está acontecendo, pessoas são
retiradas das ruas arbitrariamente e inconstitucionalmente, um sequestro.
Assistentes Sociais são mandados para essas operações e
obrigados a praticar essa política abusiva, não porque querem, mas por serem
empregados e receberem ordens do próprio município para tal, os assistentes
sociais são obrigados a ferir o próprio código de ética que tem como principio
fundamental o reconhecimento da liberdade como valor ético central, defesa dos
direitos humanos e recusa do arbítrio e do autoritarismo, dentre outros.
Cabe aos assistentes sociais denunciar essa política, é
muito preocupante ter um prefeito que fira todos e qualquer direitos em nome do
capital.
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